Fomos chamados para fazer uma participação na festa de um casal.
Eles haviam criado uma noite especial para o reencontro de amigos que hoje saiam pouco por causa das crianças.
Nesta noite especial, deixariam os filhos com os avós e reviveriam uma baladinha excitante, como nos velhos tempos.
Os donos da casa queriam encomendar um bebê e estavam se preparando para viver tempos de privação, sem muita vida social.
Propusemos uma dramaturgia integrada à festa.
A Gisele seria uma prima da dona da casa, periguete,vinda do interior para a Virada Cultural.
Eu seria um amigo músico do dono da casa, que só chegaria na festa quando as mulheres todas estiverem enciumadas da moça,torcendo para que a tal periguete deixasse de mobilizar as atenções.
O casal decorou o apartamento com requintes de romantismo brega, fotos do Wando e até camisinhas com sabor no banheiro da casa.
A moça ataca o violonista, que se rende e vai com ela para a Virada Cultural.
Coincidência ou não, os donos da casa encomendaram um bebê naquela noite.
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